O POETA EM DIA DE VOSIVERA

O POETA EM DIA DE VOSIVERA
"O nome dos poetas populares deveriam estar na boca do povo." Cordelista Antônio Vieira.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ABC do LADRÃO/TERRORISTA




ABAIXE ESTE CORDEL                                       


  ABC
Do Ladrão/Terrorista


A trapaça é o jogo
Fácil, fato é roubar
Em esquinas e vielas
Sem muito que derrubar
O sangue da clientela
E que busca a cautela
É com ferro na costela
Não deixando titubar

Benevolência “aonde”
Nem se fosse sua mãe
A carreira é pequena
Na cadeia grita “mamãe”
Muitos morrem muito cedo
Desde pequenos sem medo
Revolver como brinquedo
Valentia  de patoxó hã-hã-hãe.

Com escalada ‘pernal’
Metros de corda bem forte                    
Vara de pescar de bambu
A espreita pescando sorte   
Tem quem diga que é arte
Suporte é bacamarte
Tanto faz: casa, a parte
Hotel é tudo um corte.

De cara ou muito doido
Terror a destruição
É um estímulo só
Umas das armas da aflição
Dando tapas e sopapos
Não tendo medo do após
O assaltado em trapos
Seu estado: ebulição!

Enfiando-lhe a desgraça:
A sua mãe, vou desventar
A sua filha, desvirginar,
Até cansar de ferventar.
São uns canalhas sedentos
No xadrez são elementos
Preso vivi sem alentos
“pensa” “vão me violentar!”

Fugir, gritar, criar motim
Tocar fogo no colchão
Elevar custo prisional
Ao carcerário: agressão
Humilhação; suborno
Abnegação; transtorno
Frustração de corno
- e do xadrez quer abolição.



Ganhar a notoriedade
Basta é aparecer
Em tevês e mídia aberta
Repeis/video-clipes ter
Prepara sua bela crista
Como famoso terrorista
Em ‘Pareja’ alegorista
Sua biografia em ceder.

Homens em potenciais
De ir pra exercito; guerra
Nossas matas proteger
Não fazer peso na terra
Matando, extorquindo
Lesando, oprimindo
Fazendo tudo findo
Na morte que encerra.

Imigrar pra triste selva
Será que seria crime?
Lesar quem lesa o todo?
E não ser pífio discrime?
Direitos humanos em cheques
Máquina do estado dar breque
Enquanto isso o povo usa leque
Amenizando o calor firme.




Justificativas não faltaram
Pra tamanha profundidade
São muitos e muitos
Diferentes na criminalidade
Ladrões de carros, bancos,
Farmácias, garçons; tamancos!
Vida de muitos solavancos
Sem a mínima comodidade

Ladrões terroristas são:
Destemidos e valentes
Possuídos e carentes
Tratados como serpentes
Duma vida sem validade
De dias sem responsabilidades
Vê em seus pares “aserenidade”
Em grande parte jacentes.

Maquinar futuro furto
Requer estratégia; métrica
Sabem a hora e local
Paciência ala’obstétrica
De nascer momento ideal
Para o furto ser legal
E não pegar PM desleal
Supetão; balaço e trica.





Na margem eles vivem
Em muitos casos a anos
Reformatório; escola
Que educa os maus fulanos
Penitenciária; universidade
De profunda criminalidade
Com isso eleva agilidade
Em maltratar humanos.

Onde ficará o erro?
Porque não os (pôo!...) matam?
- Pensam ricos radicais,
Não são filhos que pesam
São os dos outros; os pobres.
Capitalismo causam febres
Tênis, óculos; são nobres                  
Querem e pronto; lesam.



Para alguns paises islâmicos
Cortam-lhe as mãos e pronto.
Estão marcados pra sempre
Seria um mal contraponto
- Creio. Não faria de novo
E um alívio pro povo
Que identificaria o estorvo
É sem mutilado desconto.

Que educação teve eles?

Ou seria á condição?
Quando a fome aperta
E fácil a redenção
Meter mão que não é seu
Se faz de pena; fariseu!
Não vê culpa, é como ateu
Suas atitudes tem permissão
 
Reféns da malditas drogas
Vida dos pobres coitados
Além da vida miserável
Que os deixam muitos atados
Com o tóxico malvado
Muitas vezes depravado
Alicia o ser curvado
Vezes (alguns) desdentados...

Saindo da cadeia; procuram.
Alternativa viável
Pois sabem o que passaram
E não quer ser mais inviável.
E tenta ser: embrulhador,
Como bom trabalhador.
Gari, um batalhador
Vezes (roubar) inevitável!


Também fazer  mais o que?
Botar cabresto e rezar?
-Não meu caro, não é fácil...
Julgar, matar, desprezar?
Eles são frutos da sociedade
Cuja a modernidade
Consumista sem unidade
De repartir o bel-prazer.



Unicidade do tal sonho
Das novelas dos mui ricos
É uma tortura medonha
Pra que não teve paparicos
E sofreu vida inteira
E nas costa; açoiteira!
De pai bebum e mãe meeira
O jeito é tornar únicos.

Valorizando o porte
De armas e ataques feitos
Virando um herói mártir
Pra “boi” que busca efeitos
De não ser fixo como Zé
Que vivi contra maré
Não sabe onde  bota o  pé
Com atos; respeitos.

Xarel, Pit e Zé Pequeno
Já morreram muito tempo    
Mas, existem outros maus
Que tem como passatempo
Inferno em suas cabeças
E vivem nas promessas
Logo dominar as pressas
O mundo. — E tem pouco tempo...

Zombar do mundo é roubar
Em Brasília é um exemplo
E crucificar miserável
É descalabro bem amplo
Que falta é educação,
Punição, indicação,
Severidade e ação
A detenção não é templo.
 
Alguns o chama de Beto
Lendo na ID é Carlos
Busca fazer maldita arte
Ele detesta os ídolos,
Reformista ala mártir
Teatro foi sua base
Origem de sua vil d’arte!

Literatura de corda
Intimamente aprova
Moqueca só gorda
Arte só bem indigesta.



























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